Estourei o teto do MEI. E agora?
Não entre em pânico — mas não ignore. O custo de agir errado aqui é imposto retroativo e multa.
Primeiro: confirme o cenário
O que define a gravidade não é ter passado do teto, e sim quanto. Para o MEI comum, o limite é R$ 81.000 e a faixa de tolerância vai até R$ 97.200 (20% acima).
Calcular meu excesso agora →Cenário 1 — excesso de até 20%
O desenquadramento costuma produzir efeitos a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Ainda assim, é preciso comunicar o desenquadramento e recolher o DAS sobre o valor que excedeu o teto, normalmente na declaração anual.
Cenário 2 — excesso acima de 20%
Aqui o desenquadramento pode ser retroativo a 1º de janeiro do ano em que o excesso ocorreu. Se aconteceu no ano de abertura do CNPJ, a retroatividade pode ir até a data de abertura — você passa a apurar como ME/EPP no Simples Nacional desde lá.
Os próximos passos
- Simule Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real para o faturamento real.
- Para serviços, verifique o Fator R: Anexo III x V muda muito o custo.
- Comunique o desenquadramento no prazo para evitar multa adicional.
- Leve a simulação a um contador habilitado antes de decidir o regime.
Veja também quando sair do MEI e o limite do MEI em 2026.
Veja o tamanho do estouro e o regime mais barato
O SimulaMEI mostra o excesso, o cenário de risco e o comparativo de regimes para levar ao contador.
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